Uma vez um amigo me chamou para ir numa boate chamada TPM.
Notei os seguintes fenômenos estranhos e inexplicáveis que aconteciam com as mulheres assim que entravam.
Algumas entravam e ficavam deprimidas, com vontade de chorar, outras irritadas e ansiosas, muitas reclamavam de insônia, outras de sonolência e cansaço, algumas comiam muito, outras não queriam comer, e ainda algumas tinham uma certa dificuldade de concentração.
Quem mais sofria era o barman, que ao atende-las tinha que preparar os drinks na máxima velocidade e perfeição, ou seria alvo de insultos, copos, pratos, garrafas e o que mais elas tivessem nas mãos, seguidos de gritos e choro.
Estranhamente as mulheres frequentavam essa boate apenas uma vez por mês, eu nunca entendi, nem o barman, nem meu amigo, nem homem nenhum no planeta.
Muitas vezes os garçons ressentidos rogavam uma praga comum: “Desejo que você sangre a semana que vem inteira”.
Essa boate poderia se chamar “Inferno” que o nome jamais seria inadequado.
Também ouvi rumores que as pragas rogadas pelos garçons se realizavam, como espécie de castigo merecido.
Duas semanas após irem à essa boate, as mesmas iam sempre à uma outra chamada “Période Fertile”, mais adequada à paquera, que sempre terminava em atividades proibidas para menores. Também havia curiosamente um atrativo de alpinismo, no qual mais à noite aquelas mulheres adoravam se dedicar subindo pelas paredes.
Era nessa que eu trabalhava, minha missão era atendê-las de deixá-las satisfeitas e felizes, com um longo sorriso no rosto.
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