Da primeira à quinta temporada, a série Supernatural seguiu com uma narrativa que tratava de temas genuínos, o autor Eric Kripke propôs um raciocínio sobre uma questão filosófica, se destino e livre arbítrio podem coexistir, e alcançou uma resposta surpreendente: vocação. Argumentava hora contra, hora a favor, e hora indeciso, explorou na literatura e na tela, tal questão no cenário sobrenatural e com personagens conhecidos e desconhecidos. Na quinta temporada, dramaticamente Kripke encontrou a paz alcançando sua resposta, deu-se por satisfeito, e encerrou o assunto. Era a saída de um grande roteirista e diretor, fechando uma obra com chave de ouro.

Acontece que o seriado alcançou um altíssimo número de fãs, e a Warner Bros não quis largar o osso, chamou Sera Gamble, e entregou a 6ª e 7ª temporadas em suas mãos, no lugar do autor, Kripke.

Sera havia trabalhado com Kripke desde a 1ª até a 5ª temporada, mas então, viu-se sozinha, e sentiu-se livre para ideologizar o seriado.

Como resultado a 6ª temporada ficou sem meta narrativa, os fãs simplesmente sentiram-se perdidos assistindo, sem saber de qual problema os irmãos Winchester estavam afinal de contas tratando, misturou a seriedade mitológica de Kripke com referências estúpidas à literatura fantástica adolescente, e o seriado ficou parecendo um mix de Scooby Doo com Friends, apenas uma aventura boba caçando fantasmas e sem nenhum sentido profundo. Gamble percebeu o erro apenas no final e deixou uma proposta para os 3 últimos episódios, essa temporada estava perdida. E para além da péssima qualidade de roteiro, já estava ali presente a preocupação em associar o mal aos republicanos e o bem aos democratas, ou seja, o mal à direita política e o bem à esquerda, ainda acusando os cristãos de fundamentalismo radical, de preconceito contra os homossexuais e negros, e ainda de nazismo. Não achei que ela fosse mais longe, o trabalho já estava porco, mas ela foi.

Na 7ª temporada, ela conseguiu criar uma meta narrativa extremamente superficial, um tipo novo de vilão se apresentou, os Leviatãs, que fugiram do purgatório e agora caminhavam sobre a Terra, e na visão da socialista imbecil, os vilões saíram do purgatório para que? Para se tornarem capitalistas, donos de grandes indústrias, e para se tornarem amigos dos republicanos e inimigos dos democratas. O nome da nova espécie de mal não foi nem de longe uma escolha arbitrária ou casual, “Leviatã”, é a principal obra do filósofo Thomas Hobbes, e uma das principais influências da construção da sociedade civil e política dos EUA. Os heróis desta vez foram justiceiros sociais, como a Charlie Bradbury, uma ativista socialista, pró agenda esquerdista em sentido amplo, e Kevin Tran, um esforçado estudante asiático que sonhava em ser o primeiro presidente asiático-americano dos EUA, também pró agenda esquerdista, cuja família conservadora só lhe fazia mal. Na falta de um tema de verdade, coisa de escritor de verdade, como Eric Kripke, a insonsa Gamble conseguiu uma narrativa fraca, gritantemente ideológica, e uma consequente debandada de público, e dessa forma, graças à Deus, foi substituída por Jeremy Carver.

Mesmo durando apenas duas temporadas, a 6ª e 7ª, e demonstrando uma ausência completa de talento como escritora (pois questão nenhuma explorou senão um pífio argumento socialista), milhares de jovens pelo mundo todo foram influenciados.

Esse tipo de trabalho porco e desonesto, é o que a esquerda oferece na arte.

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