Nesta temporada os irmãos Winchester precisaram encarar o novo desafio de frente: os leviatãs, ainda com o problema mental de Sam, a morte de entes queridos, e a chegada de novos personagens.

Não houveram novidades técnicas em termos de fotografia, trilha sonora, e edição, continuaram todos excelentes, e nisso parabenizo também a direção.

Os pontos positivos foram para o elenco: Jensen Ackles e Jared Padalecki crescem como atores, notoriamente, temporada a temporada, melhoram inegavelmente. Os picos emocionais ficaram com Bobby Singer, interpretado por Jim Beaver, figura paternal impressionante de Eric Kripke, e seu substituto temporário Frank Devereaux de Kevin R. McNally. Sensacional a atuação de Misha Collins com seu imprevisível anjo Castiel, e a demônia Meg vivida por Rachel Miner, num romance inocente mas com uma química forte e verdadeira (aquilo não foi apenas atuação, de jeito nenhum). O espirituoso demônio Crowley vivido por Mark A. Sheppard, sempre um tremendo sacana cujas artimanhas são impensáveis, o Lucifer vivido novamente por Mark Pellegrino (sim, o Jacob de Lost), e o irreverente caçador Garth Fitzgerald IV por DJ Qualls (yes! o Cidadão Z, de Z Nation). Todos foram maravilhosos interpretando, mas a grande estrela em termos de atuação, quem realmente mais convenceu foi James Patrick Stuart como o chefe dos leviatãs, Dick Roman, este te faz ficar puto do início ao fim.

Em termos de elenco esta temporada foi recheada de talentos.

Como nem tudo são flores, e a emoção da experiência fica sempre por conta da mensagem por trás da narrativa, foi justamente neste ponto crucial, que o problema surgiu, surgiu e permaneceu, permaneceu e piorou, piorou e chegou ao fundo do poço. Se Sera Gamble fosse apenas uma escritora ruim, incapaz de lidar com uma questão profunda (filosoficamente falando) como Kripke fez, e escolhesse apenas tratar temas superficiais, ainda seria perdoável, mas não foi esse o caso. Gamble escolheu fazer ativismo pró partido democrata, o que geralmente se chama “marxismo cultural”, ou, a pregação de luta de classes e demais ideias da esquerda política, dentro da arte, com o intuito sujo de enganar as pessoas. A autora resolveu descaradamente demonizar os republicanos (a direita) e endeusar os democratas (a esquerda), num ativismo cultural tão porco que chegou ao nível do inacreditável. Até o nome da nova espécie de vilões foi escolhido a dedo: leviatãs, fazendo referência à obra Leviatã, de Hobbes, obra esta que é uma das bases da sociedade civil e política americana. Sobre essa sujeira inaceitável que a Warner aprovou, escrevi um artigo ontem você pode conferir clicando aqui.

Esta foi, graças a Deus, a última temporada com as mãos de Sera Gamble, a showrunner que estragou a 6ª e 7ª temporadas.

Vou dar uma nota 5 para esta temporada, sendo ainda extremamente generoso, e considerando que se fosse pela equipe, teria levado um 10, mas no contexto geral, considerando a porcaria de roteiro, e ainda por cima proposital de Sera, não tenho escolha.

Agora vou partir para a 8ª temporada, não sei ainda o que esperar do novo responsável, Jeremy Carver.

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