Nesta semana conversei com a Simone Sarrow sobre o filme Divertida Mente, que havia criticado num artigo anterior (clique aqui para conferir), e pelo tamanho interesse que o assunto do filme me despertou somado à forma séria como foi tratado, resolvi convidar uma especialista no assunto para conversar.

Sarrow nasceu no Rio de Janeiro, passou por São Paulo, morou em Londres, e foi parar nos EUA, na Califórnia, onde reside atualmente, formada em psicologia pela UNIP atua na área há 27 anos. A mulher sabe o que fala.

Simone explicou que para um tratamento psicológico funcionar deve ser por vontade e com consentimento do paciente, jamais forçado, e em seguida entramos no assunto do filme da Pixar.

Muito agradável, ela explicou a diferença entre viver em Minnesota e São Francisco, experiências muito diferentes que compõe a situação inicial do filme: a protagonista Riley precisa mudar de cidade com sua família. Para quem vive no Brasil é impossível ter a ideia exata do que isto significa para um americano, pois não conhecemos as cidades citadas, a psicologa ajudou a entender o impacto da mudança.

Sarrow abordou os personagens do filme (as emoções) como formadores da personalidade e explicou em maiores detalhes a relação entre a memória e as emoções, de como nos formamos, deu uma verdadeira aula de como devemos lidar com as frustrações e importância dos sentimentos que geralmente não gostamos, como medo, raiva, nojo, e tristeza na formação da maturidade, do ser humano adulto.

Falou da política americana nas universidades e de como os jovens estão sendo educados para não atingir a fase adulta com sucesso.

Conversar com essa profissional valeu cada segundo, eu recomendo a todos e cada um: primeiro para quem gostou do filme e gostaria de entende-lo melhor, em seguida para quem tem filhos e gostaria de saber como lidar corretamente com os maus momentos da criança ou adolescente, e por último para adultos que encontram uma certa dificuldade para lidar com dissabores da vida.

Minhas dúvidas foram todas sanadas, em última análise ela traçou um paralelo entre o conteúdo do filme e a realidade que estamos inseridos.

Minha recomendação é: ouçam-na.

Anúncios