As universidades brasileiras são uma aberração em termos de filosofia.

A atividade filosófica pressupõe a busca pela unidade do conhecimento e tal atividade é impossível na ausência do exercício dialético.

A dialética consiste em ponderar argumentos contrários justamente para confrontá-los, ausente a preconceitos de qualquer espécie, em caráter científico puro: uma busca real, honesta, pela verdade.

Qualquer um que tenha lido Fedro, entende isso, a lição de Platão e Sócrates está ali, desde o berço da filosofia.

Uma sujeita chamada Marcia Tiburi, lançou um livro chamado “Como conversar com um fascista”, servindo-se de uma licença poética na qual atribui à todos os discordantes de suas posições o estigma de fascista, ou seja, marginalizando o argumento contrário simbolizando que é errado ouvi-lo.

Não se trata obviamente da leitura ética do fascismo que significa “amor pelo estado”, a grosso modo, que é a mesma praticada pela esquerda comunista, à qual a própria autora participa, trata-se de uma injúria coletiva, à qualquer espécie de debatedor que ouse contrariá-la.

É esse o nível da “intelectualidade” brasileira, e ainda se auto-elogia com o título de “filosofa”, precisamente por negar a atividade filosófica.

Tiburi não é a única, pelo contrário, é exemplar da espécie de Leandro Karnal, que afirmou no Roda Viva que o projeto “Escola Sem Partido” trata-se de obra de uma “direita delirante”: é para ele delírio o fato denunciado de que há doutrinação marxista desde a infância, e a relevância disso é óbvia: a criança ensinada de que o pensamento da esquerda é o certo e que a direita é um monstro, antes mesmo de ter a oportunidade de entender o que é esquerda e direita, é sobrecarregada com preconceitos que se tornam crenças, para depois, afirmar que estão formando cidadãos aptos ao debate, aptos ao exercício da democracia, habilitados para escolher e conscientes de suas escolhas.

O grande crime do “Escola Sem Partido” é, afirmar que não se pode fazer propaganda política – de lado algum – em sala de aula, ao que a esquerda chama de censura (descaradamente), sabendo que as crianças alcançam as piores notas das classificações de educação mundial: uma criança brasileira não sabe responder questões sobre o descobrimento do Brasil, não sabe o básico da geografia do país com suas divisões políticas, não escreve corretamente, não desenvolve o hábito da leitura, tem dificuldades com matemática elementar (sim, as quatro operações), mas para Karnal e sua trupe vermelha, ela deve aprender que Bolsonaro é um monstro e que o comunismo é uma maravilha, e deve debater assuntos adultos, como filosofia política, eu chamo esse tipo de atitude de canalhice.

Canalhas! Mil vezes canalhas!” – disse o sincero deputado (e estava certo).

Fomos avisados, agora é correr atrás do prejuízo, pois como disse o sábio professor Pierluigi Piazzi: Estamos criando uma geração de deficientes mentais.

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