Para retirar a “marca de Cain”, Dean escolheu o pior dos caminhos: libertar Amara, a escuridão.

Nesta temporada os irmãos Winchester viram-se com a pesada tarefa de arcar com a responsabilidade de suas escolhas, poderiam resultar não apenas em prejuízos pessoais, mas em uma catástrofe capaz de acabar com o universo inteiro.

Para deter a escuridão, o mais poderoso inimigo já enfrentado, a dupla heroica terá que reunir todas as forças dos maiores personagens ainda vivos até esta temporada e contar com um novo e ultra-surpreendente personagem (que ninguém esperava mais ver mesmo!), sim, o próprio Deus.

O roteiro baseado na família oferece uma visão romantizada em perspectiva muito particular da narrativa bíblica, a licença poética aqui foi usada e abusada ao limite, e o resultado foi excelente, esta foi uma das grandes temporadas do seriado.

Dean Winchester (Jensen Ackles), Sam Winchester (Jared Padalecki), anjo Castiel (Misha Collins), demônio Crowley (Mark A. Sheppard), Lúcifer (Mark Pellegrino), a bruxa Rowena (Ruth Connell), o escriba Metatron (Curtis Armstrong), Deus (Rob Benedict), e o próprio vilão Amara (Emily Swallow), tem curvas dramáticas acentuadas e os atores acompanham à altura, o talento do elenco todo é notável, aliás esse é na prática o ponto forte mais constante da série.

Dos grandes acertos aqui, é imprescindível falar do romance entre Dean e Amara, que a todos os fãs convenceu (criar um casal com química real, no cinema não é nada fácil).

Seria injusto passar batido sem falar da atuação de duas coadjuvantes sensacionais, Kim Rhodes com a forte xerife Jody Mills e sua companheira xerife Donna Hanscun vivida por Brianna Buckmaster, ambas desenvolvem um papel completo, de personagens menores mas com alma, nada estereotipados, com uma curva dramática acedente temporada a temporada. A dupla é digna de reconhecimento.

A fotografia e a edição mantiveram qualidade, mas a trilha sonora melhorou (bastante), e a direção novamente deu aula de profissionalismo, em termos técnicos a temporada foi impecável.

Jeremy Carver voltou a pesar a mão no ativismo esquerdista, e em alguns momentos acabou por estragar a experiência, novamente defendeu causa LGBT e liberação da maconha, ao passo que em outros momentos atacou ferozmente, como o nítido ataque ao feminismo num dos últimos episódios: Carver é assim, hora ataca, hora defende, mas o ativismo está lá, não de forma grosseira e porca como fez Sera Gamble, mas sim, a presença do marxismo cultural embora mais leve, é ainda inegável.

Como assuntos principais a temporada tratou de responsabilidade, a questão do bem maior foi praticamente o centro da meta narrativa, e novamente temas como a força do amor e do perdão ganharam um espaço valioso, Jeremy é bom com esses temas.

Honestamente não sei o que esperar da décima segunda temporada, pois desafio maior que o apresentado será realmente muito difícil encontrar (suponho, deduzo).

Como fã assumido, começo a próxima temporada em breve.

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