O episódio piloto de Arrow foi ao ar pela The CW em outubro de 2012 para contar a estória de como Oliver Queen, um playboy mimado filho de pais corruptos foi parar em um iate numa viagem de pura festa, regada à bebida e sexo com Sara Lance a irmã de sua namorada Laurel Lance.

O iate naufraga e todos morrem, apenas Queen sobrevive e passa cinco árduos anos numa ilha, quando finalmente é encontrado, resgatado por pescadores e assim retorna ao lar, lugar no qual se sente completamente deslocado.

Nos últimos instantes antes da morte, seu pai lhe confessa os segredos de seu sucesso ilegítimo como milionário, termina a vida como quem busca redenção e lhe faz um pedido.

Oliver volta mudado, não é mais o garoto fútil que se fora, é agora um homem disposto a corrigir os erros, tanto os seus quanto os de sua família e de toda cidade, mas mal chega e já é sequestrado por criminosos que querem saber os segredos de seu pai. Queen os enfrenta e nesse ponto começa nascer Arrow, o Arqueiro Verde da DC Comics, o herói do seriado.

Determinado a resolver os problemas da cidade, ele apresenta uma lista de nomes na qual o primeiro é um empresário oportunista com uma equipe de segurança muito bem treinada e é nesta situação que o herói surge pela primeira vez e mostra para quê veio.

Tecnicamente não há nenhum grande elogio, toda equipe se mostrou no máximo mediana, a fotografia é estritamente técnica, colaborando com a narrativa, as trilhas sonoras não chegam a emocionar, mas acompanham a emoção, a edição é bem feita, mas por si só não faz milagre e a direção é razoável.

Com relação ao elenco, Stephen Amell como Oliver Queen por enquanto é o melhor ator e ainda assim no máximo bom, embora eu acredite que serei surpreendido com uma atuação melhor na continuação, todo o resto não convence muito e mesmo Amell em alguns momentos é bem superficial.

As mensagens trabalhadas são de busca por redenção num cenário desfavorável, que estabelecem uma meta narrativa voltada ao gênero noir e para quem havia se acostumado ao universo mais inocente de The Flash, com os mesmos showrunners, Greg Berlanti e Andrew Kreisberg (que são muito competentes), leva um choque, é quase como se fosse outro mundo.

Para ser honesto não gostei muito, esperava mais e mesmo assim vou insistir assistindo a primeira temporada inteira, pois é cedo demais para avaliar considerando que trata-se de um episódio piloto dedicado a apresentar o personagem, um pouco de seu universo, seu cenário e uma meta narrativa.

Vamos torcer por melhoras, pois o personagem da HQ tem muito potencial e uma tremenda carga dramática.

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