Baseado na obra de Stephen King, The green mile ( À espera de um milagre ) foi ao cinema em 1999 para arrancar lágrimas de qualquer platéia.

A estória de Paul Edgecomb, um agente penitenciário que cuida do corredor da morte e se relaciona com presos de todo tipo, dos mais violentos até os mais mansos, dos vis inveterados aos mais verdadeiramente arrependidos, até que conhece um homem preso injustamente, John Coffey, que aguarda sua execução.

A obra oferece perspectivas importantes como a atuação do bem e do mal tanto dentro quanto fora das grades, tanto entre os presos quanto entre os agentes.

O caso de Coffey é muito especial pois ele não só é inocente como é um santo, no sentido cristão da palavra, possui poderes paranormais e uma bondade na alma que chega a brilhar.

Paul sabe quem é Coffey e sabe de sua inocência, mas precisa escolher entre servir o estado e cumprir seu dever, ou burlar a lei e salvar um inocente, a escolha errada poderá implicar num castigo divino que só é revelado no final (não vou contar aqui). Deixo sobre isso a seguinte questão: a vida, pode ser um castigo? A resposta, o filme oferece.

Todos os personagens da obra possuem alma, nenhum é estereotipado além do necessário e o elenco é de extremo talento. Ouso afirmar que Paul Edgecomb é um dos grandes papéis de Tom Hanks e que John Coffey foi o maior papel Michael Clarke Duncan (e que ninguém o teria feito melhor), também mereceram destaque, o mimado e maldoso Percy Wetmore de Doug Hutchison e o perverso podre ‘Wild Bill’ Wharton encenado por Sam Rockwell. No mais, toda equipe de coadjuvantes é sensacional, merecem apenas elogios.

A fotografia varia entre tons melancólicos e sombrios transcendendo do técnico para o artístico, a trilha sonora varia entre jazz, blues antigo e o intenso clássico, separando a ambientação e os sentimentos, valorizando a reflexão pesada e acompanhando a fotografia, a edição é impecável e a direção orquestra esta equipe de talentos valiosos de forma a deixar marcas indeléveis no alma do expectador: quando e se você assistir, pode ter a certeza de que vai ficar marcado.

De forma inconsciente e espontânea o autor desfaz as maiores pautas políticas que servem de sustento à esquerda com base na ética e metafísica judaico-cristã.

O que King está dizendo é: como um cristão deve ver as questões de racismo e demais sem contaminar-se com o ódio de classes marxista.

É uma obra sublime que demonstra entre outras coisas que tais questões não podem ser respondidas politicamente e que para todas a solução já foi dada por Jesus Cristo há mais de 2000 anos: o amor ao próximo.

Com um baixo investimento de 60 milhões de dólares o filme realizou uma bilheteria de 290 milhões, está entre os filmes mais premiados da história, foi indicado em 34 prêmios e ganhou 15, incluindo 4 Oscar’s por melhor fotografia, melhor trilha sonora, melhor ator coadjuvante para Michael Clarke Duncan e melhor roteiro adaptado.

Na minha opinião é um dos melhores filmes de todos os tempos, vale cada segundo.

Ficha técnica:

Filme / Ano The green mile ( À espera de um milagre ) / 1999
Produção Frank Darabont, David Valdes
Direção Frank Darabont
Roteiro Frank Darabont – Baseado em romance de Stephen King
Fotografia David Tattersall
Música Thomas Newman
Edição Richard Francis-Bruce
Elenco Tom Hanks, Michael Clarke Duncan, Michael Jeter, David Morse, Bonnie Hunt, Barry Pepper
Orçamento / Receita US$ 60 milhões / US$ 290 milhões

Trailer:


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