Wonder Woman (Mulher Maravilha) foi aos cinemas em junho de 2017, sob a direção de Patty Jenkins, baseado no personagem e estória de William Moulton Marston, para introduzir a heroína da DC Comics no universo DC estendido.

Logo de início Diana Prince recebe das indústrias Wayne uma maleta com uma fotografia que a faz reviver seu início de carreira, de como saiu da ilha oculta onde vivem as amazonas da mitologia grega, onde foi treinada e preparada para enfrentar Ares, o deus da guerra, que reapareceu causando a primeira guerra mundial.

Gal Gadot, atriz ex-militar israelense finalmente entregou uma Mulher Maravilha digna ao cinema, aliás todo elenco é no mínimo bom, Chris Pine como o experiente espião Steve Trevor por quem a Maravilha se apaixona é excelente no papel de contrapeso à ingenuidade da amazona guerreira recém saída de sua ilha, David Thewlis como o improvável deus da guerra, Ares, surpreende e convence apresentando um vilão digno da heroína. Não há pecados no elenco.

A fotografia de Matthew Jensen surpreendeu e apresentou-se à altura da obra, a trilha sonora de Rupert Gregson-Williams trabalhou em conjunto com a edição de Martin Walsh compondo grandes momentos dramáticos e de ação e a direção de Patty Jenkins foi relativamente boa.

A crítica menos positiva que faço é com relação ao roteiro de Allan Heinberg, pois a curva dramática da protagonista é muito rasa, ela é apresentada com bravura de espírito desde o início, com grandes princípios e com um mundo perfeito idealizado e hipotético que não corresponde à realidade, seu grande dilema foi na verdade pequeno, ao descobrir que a realidade não condiz com suas convicções tem que fazer uma escolha e seu amadurecimento é muito pequeno, uma vez que ela já era grande antes, é no máximo uma balançada em seu ânimo e não um choque à altura de uma grande heroína. Como técnica o roteiro é bom, todas as informações necessárias são fornecidas e a trama flui rapidamente, mas como simbologia, não apenas Diana é uma mulher muito a frente de seu tempo como é uma deusa e portanto paradoxalmente despreparada para a realidade. Se por um lado possui uma inteligência pronta para lidar com questões diversas, por outro o que a salva de seu frustrado mundo ideal é seu coração, este sim lhe permite o contato com o real e o despertamento do ideal.

Para minha surpresa não é um filme feminista, pelo contrário, a Mulher Maravilha conquista seu espaço por um trabalho digno, um grande coração e nenhum ódio à figura masculina. Conforme tenho comentado, o marxismo cultural como substituição de significados de termos e a propaganda política de esquerda afastam o público. Hollywood tem aprendido a lição e uma produção de 149 milhões de dólares não colocaria tudo a perder para agradar os democratas. Até o momento o filme realizou 818 milhões de dólares em receita, recebeu 6 prêmios e foi indicado a mais 7, quanto ao Oscar no entanto, saberemos apenas no final do ano.

Este é um dos filmes que prepara o terreno do cinema para receber a Liga da Justiça nos cinemas (provavelmente este ano ainda), veio para apresentar a personagem e nisto cumpriu sua missão.

Uma nota 8.5 é justa. Aguardo agora a Liga da Justiça.

Ficha técnica:

Filme / Ano 2017 / Wonder Woman ( Mulher Maravilha )
Produção Charles Roven, Deborah Snyder, Zack Snyder, Richard Suckle
Direção Patty Jenkins
Roteiro Allan Heinberg – Baseado Mulher-Maravilha por William Moulton Marston
Fotografia Matthew Jensen
Música Rupert Gregson-Williams
Edição Martin Walsh
Elenco Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen, Elena Anaya
Orçamento / Receita US$ 149 milhões / US$ 818 milhões

Trailer:


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