Antes de começar, vou deixar claro que este é um texto de humor filosófico – embora existam algumas verdades contidas, do contrário não seria humor.

Se você é estudante de filosofia (estudante sério, o que exclui marxistas, sociólogos e toda sorte de chorões emocionados com estatísticas), sinta-se a vontade para comentar e desenvolver o tema.

Se você, por outro lado não é da área da filosofia, entenda de antemão que isto não é uma democracia e que você é um excluído social na melhor linhagem de Sartre. Prefiro inclusive que não leia pois, primeiro não vai entender e segundo sua visão me é desprezível.

Comentários que não forem nítida zoeira hermenêutica serão sumariamente, stalinisticamente, kimilsunisticamente, ignorados e seus autores castrados como suínos em um abatedouro.

Agora chega de introdução e vamos ao que interessa. 🙂

Quando se leva filosofia com real interesse, o caminho: ética -> cosmovisão -> epistemologia -> lógica, a princípio é difícil, mas depois tende a tornar-se uma diversão.

Já aproveito aqui para propor um exercício: como Platão veria nossa sociedade? (esta é uma das partes verdadeiras, que dedicarei uma linha inteira ao final).

É sério (eu pelo menos adoro, um empirista do método).

Dada a sentença: “Se você não gosta de Pablo VaiDar então você é nazista”, sentença esta proferida por comunistas, declaradamente comunistas, da qual deduz-se a seguinte ética: gostar de Pablo é o bem (e portanto comunista), não gostar é o mal (e automaticamente nazista).

Dada esta ética, para que a regra seja esta, a cosmovisão consequente é a seguinte: o mundo é formado de comunistas e nazistas e comunistas estão associados ao bem e nazistas ao mal.

Dada esta cosmovisão, como limites da humanidade, questiona-se: para que o mundo seja desta forma, como é possível conhecê-lo? Em outras palavras, qual a epistemologia possível para conferirmos o conhecimento? Bem, neste caso pouco se pode dizer, mas é certo que seja por predileção ideológica, ou seja, deduzindo que os pobres e os ricos estão em choque (comunismo) e que isto é melhor que raças ditas superiores e inferiores em choque (nazismo). Testamos então o conhecimento desta forma: se o conflito é entre classes, é portanto comunista e subsequente bom, do contrário só pode ser um conflito racial, logo nazista e assim mau.

Não é necessário explorar a lógica definida desta teoria do conhecimento, descer de esfera além da epistemologia aqui é irrelevante. Basta acessar o conhecimento com base em predileção ideológica moderna e colocar cada qual em seu conjunto no espectro ideológico.

Acontece que Pablo VaiDar é homossexual.

Logo, se ser do mal (nazista) significa não gostar de homossexuais, então ser do bem (comunista) significa precisamente o oposto diametral, apreciar a pederastia.

E dito isto o que temos?

Um conjunto no qual, os homossexuais estão do lado do bem e os heterossexuais do lado oposto, uma vez que, quem não sente atração por coito com o mesmo sexo é hétero e portanto, automaticamente não gostará no sentido de apreciação de qualquer contato homossexual. Em outras palavras, o heterossexual não sente qualquer interesse em transar com alguém do mesmo sexo, não “gosta”, não “aprecia”, não “tem interesse”, mesmo embora não odiando, não repudiando, não agredindo, não hostilizando, indiferente mesmo, ainda assim nega o seu apreço. Simplificando, mulheres heterossexuais não se excitam com mulheres e nem homens com homens. Este conjunto dos heterossexuais, na perspectiva comunista é o mal, dada sua ética anunciada nas primeiras linhas.

E o contrário? O contrário é o grupo oposto, os que sentem prazer no mesmo sexo: homens com homens e mulheres com mulheres.

Então separamos dois conjuntos nos quais héteros são nazistas por não sentirem interesse em transar com pessoas do mesmo sexo e homos são comunistas, precisamente pelo interesse fornicário oposto.

Oras, o que diremos? Que o bem é um dever ou uma opção? Como regra geral aceitamos que o bem é um dever e disto aproximamo-nos de um inevitável fim.

O bem é um dever, o comunismo é do bem e o homossexualismo é comunista, ao passo que o mal é um crime (em oposição ao dever), o nazismo é do mal e heterossexualismo é nazista.

Os nexos que unem as proposições acima desenvolveram uma linha interessantíssima:

Em última análise, ser comunista significa também um DEVER de queimar a rosca, afinal, o bem define-se pelo gosto apurado pela sublime obra de tão excelso músico, o novo Beethoven.

Conclusão: todo comunista é automaticamente homossexual por DEVER MORAL, dada sua própria ética Pablo VaiDariana.

De tal conclusão, agora sim extenuantemente explorada, podemos extrair uma máxima: todo comunista é gay.

Tendo dito isto resta saber: o que Platão diria de nossa sociedade?

Platão responderia: “Eu também quero a cicuta”.


Se você gostou deste texto, faça uma boa ação
Clique no botão ao lado e faça uma doação
Ajude este blogueiro bonitão a completar sua missão.

Anúncios