O início desta temporada é confuso, com a morte de um personagem importante ( não vou dizer qual 🙂 ), então do primeiro até o terceiro episódio iniciam-se dilemas como matar versus prender, que já haviam sido explorados.

Todos os prejuízos da temporada anterior, como a situação de Thea Queen giram em torno da revelação da identidade de Oliver: ele deve ou não revelar-se o Arqueiro? Prejuízos e lucros diversos apresentam-se para elaborar uma resposta.

No quinto episódio aparece o tema da energia grátis para as massas e o hackativismo, embora sejam pautas da esquerda tais temas perdem em relevância ao tema central, que é a importância da família.

No sétimo, o tema é quando o amor se confunde com uma doença mental, a vilã Cupido se apaixona perdidamente pelo Arqueiro e enlouquece, desfazer esse engano é algo difícil de fato.

No episódio oito, finalmente uma grata surpresa, outro crossover com The Flash.

Neste episódio também as diferenças de conduta entre Arqueiro e Flash são exploradas do ponto de vista da diferença dos universos: Central City e Starling City, definitivamente são lugares muito diferentes.

Nos últimos episódios, finamente o casal Oliver e Felicity convence, ficou muito bom mesmo.

Esta temporada foi um tanto confusa, pois a trama é mais complexa e revela-se muito gradualmente: o Arqueiro Negro tem um plano mirabolante para resolver-se com Ra’s Al Ghul, de quem está morrendo de medo. Este plano inclui usar Thea como isca para jogar Oliver contra Ra’s, inclusive o episódio que marca o ápice do arco dramático da temporada é o combate entre Oliver e Ra’s.

O Arqueiro Negro consegue seu objetivo e inicia-se um terrível e surpreendente confronto entre o Arqueiro com sua equipe e a Liga dos Assassinos.

Essa é também a temporada onde se desenvolve o herói Átomo ( por vezes chamado de Eléktron ), que confia demais em seu traje e leva uma dura lição do Arqueiro.

É claro que não vou dar spoiler (mesmo se tratando de uma temporada passada), nem dizer como as situações se resolveram, coloquei alguns dos melhores momentos como tira-gosto.

A fotografia não ofereceu grandes novidades e poderia ter sido muito melhor, dados os inúmeros cenários diferentes com a diversidade de mensagens trabalhadas. A trilha sonora também permaneceu a mesma sem qualquer inovação. A edição manteve a boa qualidade.

Com relação ao elenco, sinto falta de uma evolução na atuação de Stephen Amell que como Oliver Queen e Arqueiro está devendo mais entrega. Quem realmente mereceu elogios foi Matthew Nable como Ra’s al Ghul, que foi brilhante e em segundo lugar a coadjuvante Amy Gumenick como a vilã Cupido, que realmente foi boa. Todo resto foi mediano e o único que apresentou uma melhoria de atuação foi Paul Blackthorne como Quentin Lance que se tornou capitão, este ator tem melhorado gradualmente desde a primeira temporada.

O roteiro dessa vez melhorou apresentando-se mais isento de ideologia, com uma defesa aqui e outra ali, com menos causas políticas, mas pecou em técnica, eu me senti perdido boa parte da temporada tentando entender qual era o real problema que se estava desenvolvendo (conforme expliquei alguns parágrafos atrás).

Para não dizer que não houveram causas políticas, como sempre faz a The CW, um romance entre duas personagens, duas mulheres é lembrado (embora não exposto), uma delas tenta vingar a morte da outra, mas a que morreu não a amava tanto assim: soa mais como birra que como amor.

As mensagens trabalhadas não apresentaram grandes novidades, foram por muito tempo se matar é melhor que prender ou o contrário e a única real novidade foi o limite da confiança e da lealdade que me pareceu o tema central.

A narrativa também trouxe uma questão interessante e pouco trabalhada (poderia ter sido mais intensa), que é o encontro do verdadeiro amor, tais questões centraram-se nos personagens Felicity Smoak, Cupido e Nyssa al Ghul como pretendentes de Oliver, cada uma à sua maneira e com a colaboração do personagem Átomo, uma espécie de contra-peso para Oliver aos olhos de Felicity.

Eu achei a questão do encontro do verdadeiro amor superior à questão do limite da confiança e da lealdade: uma questão filosófica e existencial ( coisa de filósofo 🙂 ).

Novamente para não perder o costume, as memórias de Oliver foram contadas simultaneamente com as cenas, a emissora deixa claro que está construindo o herói, montando um quebra-cabeças para que no final das contas apresente um “finalmente ele se formou de uma vez”.

Por fim, a direção orquestrou razoavelmente bem, mas precisa melhorar para a quarta temporada.

Para esta temporada uma nota 7 é justa, vou partir para a próxima.

Anúncios