O final da temporada passada não deixou novos problemas a serem resolvidos no futuro, foi uma temporada intensa mas tudo encerrou-se com clareza.

Com tranquilidade Oliver e Felicity levam uma vida normal longe do heroísmo, como um casal comum, distantes de Starling City, enquanto um novo mal se apresenta na cidade, os “fantasmas” assim chamados. A equipe tenta combatê-los, mas sem sucesso e acabam pedindo por socorro, resolvem chamá-los de volta. O casal atende, volta, Oliver volta à ação e pela primeira vez usa o nome “Arqueiro Verde“. As coisas não vão bem para a equipe ainda abalada com a estratégia de Oliver para enfrentar Ra’s Al Ghul. John Diggle apresenta seu primeiro traje e passa a ser chamado de “Espartano“.

Oliver tenta fazer as coisas de outra forma, sem mortes ou tortura, mas Thea está diferente, o “Poço de Lázaro” mudou-a. Os vilões apresentam um símbolo anarquista como assinatura em cena de crime.

Oliver decide entrar para o política e concorrer ao cargo de prefeito de Starling City. A cidade é renomeada para “Star City“. Surge um novo personagem para ajudar Felicity: Curtis Holt, cuja sexualidade é lembrada a cada vez que aparece, como se fosse importante saber que uma pessoa é homossexual ou heterossexual. Eu acho bobagem a atitude da The CW de colocar um personagem forçadamente homossexual como provocação político-ideológica: a mim nada diz, que diferença me faria um sujeito ser ou não homossexual? É a vida dele, não a minha. Prossigo indiferente, no entanto, fica claro que defender uma bandeira ideológica como esta, posiciona a emissora à esquerda e como tal, colaboradora dos interesses finais desta linhagem: a destruição da família para destruição do direito de herança e consequente destruição da propriedade privada.

O casal Oliver e Felicity se tornou cansativo e sem sentido e as lutas fantasiosas demais.

Na falta de uma questão de ordem geral, esta temporada busca seu próprio caminho sem um arco definido. De início as questões são, como restaurar a confiança e a aceitação da morte e da realidade com o drama de Laurel e Sara envolvendo Thea em segredo.

No quinto episódio um crossover inesperado: Constantine, tão abusado quanto no filme, dá as caras na ilha.

Observação: Constantine aparecer na 4ª temporada de Arrow é razão mais que suficiente para um crossover com Supernatural.

Oliver reconquista a confiança de Diggles e juntos encontram seu irmão, que traz consigo uma surpresa horrível e inesperada.

Boa parte do tempo a temática é ainda confiança, o início da temporada até a metade é repleta de re-encontros.

No oitavo episódio um crossover com The Flash e Legends of Tomorrow, outro presente para os fãs além de uma bela jogada de marketing e publicidade para a emissora, pois para acompanhar os encontros de heróis é necessário assistir outros seriados e assim o universo estendido DC vai se formando. Oliver descobre que é pai de um menino, aquele que sua mãe ocultou na primeira temporada.

No nono episódio, o ativismo marxista volta a dar as caras e Felicity exige que não se comemore o natal, mas uma “festa de fim de ano” e a defesa do casamento homossexual volta a aparecer com força.

A mãe de Felicity Smoak, Charlotte Ross como Donna Smoak, é uma das melhores atrizes da temporada (se não for a melhor), a mulher convence, mergulha no papel e faz acontecer.

Oliver posiciona-se como conservador contra um inimigo anarquista terrorista, Damien Darhk, cujo objetivo é matar toda população para “salva-la”, seu plano é reiniciar o mundo, e para combater tal revolução só sendo conservador: a emissora só faz isto por falta de alternativas.

No décimo primeiro episódio, o problema do irmão de Diggles é resolvido, o tema é confiança e restauração ainda.

O décimo quinto episódio é forte (finalmente um episódio forte), sobre paternidade e casamento, aqui Stephen Amell finalmente mergulha no personagem produz uma grande atuação. Neste episódio também é possível lembrar todas as fases de Oliver e do Arqueiro, sua evolução, seu amadurecimento, toda curva dramática das 4 temporadas até aqui.

No décimo oitavo episódio, um ativismo esquerdista porco: o discurso de posse da prefeita eleita de Star City é o mesmo de Trump, associando os conservadores e republicanos, a direita política ao mal.

No mesmo episódio, Stephen Amell mostra-se um excelente ator de ação, trocando tiros com terroristas em seu passado e Katie Cassidy (Canário Negro) também revela um talento extraordinário para drama e romance: é a melhor atuação dela até a 4ª temporada, e é o momento no qual o destino de seu personagem é decidido.

No penúltimo episódio o ativismo esquerdista retorna com força: o vilão da temporada, Damien Darhk, compara-se a Deus, promete um genocídio e ainda afirma que Deus é adorado após fazer o mesmo com Noé, e, a mãe de Felicity acusa seu pai de ser “conservador“, como se isso fosse algum defeito: tal ativismo foi um tiro no pé, pois no final das contas sujeito é inocente.

Nessa temporada revela-se que Oliver Queen é judeu, talvez por ocasião do natal, para evitar-se dizer “Feliz natal!“, substituindo por “Feliz final de ano!“, que é uma investida da esquerda americana contra o cristianismo, neste ponto, com esta estratégia, a emissora novamente fez ativismo político de esquerda, senão ela, pelo menos o roteirista.

A fotografia apresentou algumas inovações com movimentos de câmera que resultou sensivelmente em menos cortes, foi uma evolução pequena. A trilha sonora continuou a mesma e já está na hora de melhorar. A edição é sempre impecável nesta emissora. O elenco apresentou talentos (que já elogiei anteriormente), mas os personagens de forma geral ficam devendo.

O roteiro foi muito fraco e desperdiçou excelentes oportunidades, a crise do final requeria um drama muito maior e passou sem grandes emoções, foi um pecado de roteiro imperdoável, bem como toda temporada perdeu-se em termos de meta narrativa.

A direção foi razoável, embora prejudicada pelo roteiro e atuações artificiais, mas também prejudicadas pela confusão dos personagens num roteiro obscuro.

Espero que a próxima temporada seja melhor, pois esta ficou devendo.

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