Conforme estou estudando em teoria da literatura, um dos “fatos literários” de uma obra é a psicologia do autor, o estado mental dele no momento da concepção da obra.

Pelo menos de onde vejo, contextualizando o comportamento de leitor, para a atividade do MAM, qualquer um que apresente sua intimidade física, sexual, para uma criança necessariamente tem no espírito o componente do sexo: está presente lá em sua intimidade exposta, conscientemente exposta, e estando presente o elemento físico é porque antes foi pensado, tornando inegável a intenção.

O artista neste caso não pode dizer: “mostrei o pinto para a criança, mas foi sem querer, não tive a intenção de mostrar“.

Já com relação ao ambiente cultural (ainda em teoria da literatura), é público e notório que tais obras são de cunho político, são ativismo de uma corrente ideológica, o que reforça que o componente psicológico do autor estava presente, senão por tara pessoal, então por tara coletiva.

Por fim (dentro da mesma visão), a historiografia literária, quando contextualizada para o MAM, demonstra que esse comportamento não é novidade nesta corrente, que é uma cópia de outras da mesma espécie tomadas como fonte de inspiração, como exemplos, e novamente, pela terceira vez, confirma que a intenção do autor é sim a sexualização de crianças.

Se mudamos de comportamento, de leitor para auditor, a coisa piora: a “obra“, como fato literário contextualizado (fato cênico, talvez), a situação piora mais ainda com os elementos da campanha publicitária com amplo financiamento e as distorções nos discursos dos defensores, que subtraem a intenção do autor (componente necessário da própria função de analista, crítico, historiador ou teórico), substituindo-a por um apelo à censura, ignorando a sensibilidade do leitor leigo, na qualidade de expectador que se enoja, e enaltecendo um suposto valor artístico.

Dessa forma a obra é valorizada pela rejeição, é confirmada pela negação.

É o mesmo caso maluco do texto da “ditadura do amor“, do Paulo Ghiraldelli, que o professor Olavo leu no True Outspeak anos atrás, onde o Ghiraldelli afirmava que as mães concordavam com ele ao discordarem dele, e ainda oferecia isso como prova de sua afirmação.

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