Reparem que eu não dei um único pio sobre o assunto da semana: a criança que não sabe nada da vida ainda, mas já possui um namorado. Com pouco mais de 10 anos o garoto comemorou o aniversário com um bolo de Pablo Vittar aos beijos (na boca) com outro da mesma faixa etária.

Não é segredo para ninguém que a adolescência é uma fase de conflitos, na qual a criança começa a confrontar a educação que recebeu dos pais com aquela que o mundo ao seu redor propõe.

Pois bem, a educação que está sendo proposta é a que a esquerda ensina. Ensina nas escolas, nas novelas da TV, nas exposições de arte, na música, em toda parte nossa juventude não tem para onde correr, está cercada e refém, é audiência cativa e cativa permanece.

A mãe do garoto não lhe ensinou isso, pelo contrário, através do próprio relacionamento com o pai, sem o qual o menino não teria nascido, inconscientemente ela ensinou o certo: se quiser ter filhos, será com uma mulher.

Sábio Levy Fidelix: ÓRGÃO EXCRETOR NÃO ENGRAVIDA.

Ela sabe disso. Sabe que não terá netos se depender do garoto. Sabe que sua família e sua história encerram-se em sua lápide com um fracasso sucessório.

A mãe defende o filho publicamente, contra a enxovalha virtual por amor maternal. Ela vê o garoto sofrendo despreparado as inúmeras críticas e como mãe dói-se, toma a frente da situação e a defesa das agressões. Mas isto é publicamente, pois em segredo, chora no banheiro e molha o travesseiro. E impiedosamente chorará mais em sua velhice: ela NÃO carregará netos.

Tais felicidades negadas aos pais e avós, no passado eram negadas àqueles que tal impiedade cometem: os pais expulsavam de casa sabiamente e lhes diziam – EU NÃO TENHO FILHO.

Oras, se o filho nega o pai na linha sucessória, que dever tem o pai de afirmá-lo como sucessor? Não tem.

Ela hoje o defende por amor. Amanhã chorará inconsolável com o fim de sua história, a história de seus amados pais e dos pais de seus pais. Com este episódio terrível, a lápide da família vê escrever-se o penúltimo sobrenome: o dela. Em seguida será o último: o do filho.

Desta forma, ali finda-se tudo e no silêncio do tempo que vem, perde-se como um eco efêmero a dissolver-se.

Este episódio é um grito de terror no processo histórico: é a morte de uma família anunciada por uma pregação ideológica, cuja impiedade ri-se sarcástica enquanto assiste o sobrenome a se dissolver no espaço e no tempo.

Em 50 anos: foi-se e já não é, e a luta da esquerda custou a hereditariedade.

Chorem por este episódio. Isto é o que de mais triste aconteceu neste tempo. Enquanto Pablo Vittar acredita ser herói de uma minoria oprimida, famílias são destruídas, mães e pais são obrigados a dizer publicamente “eu aceito!“, enquanto em sua privacidade lamentam com os olhos rasos de águas correntes dizendo para si mesmos “onde eu errei!“.

O discurso público é a defesa do filho. A alma em seu interior é uma tristeza interminável. O presente é o advogar de uma causa por amor. O futuro é o silêncio e o esquecimento: esquecimento dos pais, dos avós e dos demais, cuja história não será contada por ninguém. Cuja existência AQUI JAZ.

Serão os cristãos os culpados por não aceitarem o casamento homossexual?! Ou o casamento gay gerará filhos com laços sanguíneos assegurando a continuação da família?!

Para esta família e tudo que construíram pelos séculos, aqui dou meus pêsames.

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