No ano de 2014 o candidato brasileiro Eleveyo Fodêlox deu uma declaração que estarreceu o país. Disse ele:

– Órgão excretor não reproduz.

Revoltados com a gravíssima demonstração de ódio gratuito e descomunal, a pregadora da Igreja Marxista do Sétimo Dia, chamada Juliana Jênio acusou-o de heresia contra seu deus Carl Marques. Fodêlox foi réu do tribunal da Inquisição Marxista. Condenado a pagar uma alta somatória por sua blasfêmia inaceitável e execrado de todos os meios sociais, até das aulas de biologia, que segundo os livros do MEC (Ministério da Educação Marxista) comprovavam as palavras de Juliana Jênio.

Após 2 anos, com tudo calmo e o povo livre do grande mal, voltou a polêmica a Fodêlox. O fantasma do famigerado político ressurgia como um bicho que se enterra vivo.

Alguns estudantes defendiam teorias absurdas como princípios matemáticos, mas outros ainda mantinham sua sanidade intacta com afirmações inovadoras: terraplanistas por exemplo, acabavam de provar que séculos de mentiras estavam no final. Bradavam orgulhosos aos 4 ventos: “Refurtei!” – e assim o ferrenho embate na altíssima esfera acadêmica brasileira se desenrolava. Eram anos dourados, o melhor que o país podia produzir estava saindo da USP.

Neste mesmo ano um notório expoente do pensamento progressista (porque de fato estavam fazendo progressos fantásticos, inacreditáveis), chamado Leandro Kornão foi entrevistado num programa de altíssima relevância chamado “Rosca Ardente“, que passava na TV Postura.

Perguntara-lhe o entrevistador sobre uma proposta educacional e ele respondeu:

– Isso é de uma direita de-li-ran-te..

E de fato estava certo! Este homem era uma primazia intelectual, eu mesmo para ser honesto jamais me conformei com a cidade de São Paulo por não levantar um monumento em sua honra.

Dias depois disse:

– Quando acaba a democracia, começa a ditadura.

A USP o conclamava: GÊNIO! TRANSGRESSOR! EINSTEIN! NOVO NIETZSCHE!

O Brasil estava de fato produzindo uma alta cultura tão notável que os estrangeiros começavam a sentir-se humilhados.

Porém, com toda essa produção intelectual riquíssima, ainda voltava a questão insistentemente a Fodêlox.

Decididos a colocar um ponto final no assunto, conclamaram os ícones fundamentais da sociedade ocidental, os líderes do movimento LGBT para provarem publicamente que ninguém mais deveria tentar o feito de Fodêlox. Não era mais para insistirem em Fodêlox.

Reuniram no auditória da USP os melhores especialistas da época e os líderes do movimento LGBT para decididamente refurtar tal teoria absurda que insistia em Fodêlox. Corajosamente surgiram Dejan Oillys, Pablo VaiDar e os militantes do Peçol. Os militantes do Peçol eram agraciados pelo povo, onde se visse um rapazola com camisa amarela e o símbolo do partido, ali estava um homossexual e o povo lhe devia reverência, adoração como a deus egípcio.

O método consistia em ciência pura e simples, causa e efeito, iniciativa e consequência: eles seriam penetrados pelo anus até que os exemplares peçolistas despejassem o esperma em seus orifícios anais. Dejan chegou a elaborar o projeto de lei que instituía o uso medicinal de anti-concepcionais femininos para os homossexuais masculinos e estava numa luta árdua pelo direito de aborto gay. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando VaiTarde havia instituído uma faixa especial nas marginais dos rios Tietê e Pinheiros para motoristas homossexuais: “se o sujeito fornece o órgão excretor, então ele deve também ter benefícios extras, é justo.” – afirmava o ex-prefeito.

Inciado o experimento científico pelas 8h30 da manhã no auditório da USP, Dejan foi o primeiro, estava animado, eufórico e certo de que seria fecundado por um de seus eleitores. Perderia as pregas, mas seria por uma boa causa, estava ele servindo a um bem maior em favor de toda uma nação.

Pablo VaiDar por sua vez chegou a compor músicas que se tornaram hinos e foram cantados pelo país inteiro. Ele também ansiava pelo início de tal experimento que a tantos oprimidos libertaria. Ao vislumbrar aquela fila de militantes peçolistas prontos e animados, alegrou-se de sobremaneira e assumiu a posição na qual Napoleão perdeu a guerra.

A terrível batalha em favor da ciência teve início pelas 8h30 manhã daquele final de semana memorável. Ninguém mais pensaria em Fodêlox.

Os militantes esforçaram-se ao limite, penetraram a questão com força e vigor, dando tudo de si pela ciência pós-moderna. Aquela fila de pelo menos 100 militantes com camisas amarelas andava a passos lentos, Dejan e VaiDar olhavam-se e contorciam-se de prazer em serviço da ciência. Assim o tempo passou e a fila andou.

Pelo meio dia, com todos exaustos e os orifícios entupidos. Dejan sorria e aguardava entusiasmado o próximo passo: ele havia levado sua própria tabela de menstruação homossexual masculina, uma inovação tecnológica uspiana que o mundo ainda desconhecia. Estava o deputado no período fértil anal. Se o músico VaiDar não conseguisse, então Dejan estaria certamente carregando um bebê, fecundado em seu intestino.

Chegou o médico e pediu-lhe que realizasse um exame rápido, um teste de gravidez homossexual que havia comprado na Farmácia Popular Comunista.

Comentavam Dejan e VaiDar entre si:

– Será que hoje vou ter um pequeno Stalin? Um Maozinho?
– Eu o chamaria de Castro! Este amava os homo-trans-lesbo-pós-meta-sexuais!

Voltando o médico, um pouco chateado lhes disse:

– Não foi desta vez.

Dejan estava preparado para esta ocorrência. Bradou:

– Fascista!

Foram enforcados em praça pública o médico e o balconista da farmácia, pois obviamente tratava-se de uma conspiração contra os homossexuais. Com justiça! Afinal com toda certeza, pela via anal, Dejan haveria de estar gestante.

Exigiu exames de toque, ultrassons intestinais e até colonoscopias. Todos os malditos fascistas negavam a existência de um novo ser fecundado e em processo de gestação ali naquele reto.

O povo continuava a falar em Fodêlox e isso irritava profundamente as mentes brilhantíssimas da USP.

Os dias passaram e o povo esqueceu-se do evento, que fora um sucesso apesar do fracasso.

Para surpresa geral da nação, três meses depois, que Dejan começou a sentir fortes contrações e enjoo.

Com muitas dores chamou Carlão, uma mulher que havia trocado de sexo, mas que após implantar um pênis passou a sentir atração por outras mulheres e identificou em Dejan a mulher de seus sonhos. Carlão amava Dejan, apesar de o trair com Pedrx, um ex-cachorro que agora estava registrado como homem e portava um RG, CPF e estava prestes a se formar em economia na USP. Mesmo assim Carlão levou seu amado para o Hospital Comunista Che Guevara da Misericórdia Cubana, em São Paulo.

No hospital ao realizar o ultrassom o médico constatou: havia de fato algo crescendo no reto de Dejan e avisou-o:

– Dejan, para o homem homossexual o processo é mais complicado, pois o ser que carrega em seu intestino, tem que compartilhar o espaço com a saída de alimentos que você ingere, é um processo muito novo para todas as ciências e vamos ter que observar por mais tempo.

Recomendou-lhe um remédio para gravidez masculina chamado “Luftal“, com o qual as dores seriam amenizadas.

Dejan seguiu a orientação médica, as dores passaram, mas infelizmente sofreu um aborto instantâneo.

Curiosamente o feto sumiu e jamais apareceu em exame algum, mas estava finalmente provado: Ninguém mais iria querer Fodêlox com o argumento absurdo de que órgão excretor não engravida. Deste momento em diante, estava provado cientificamente que de fato, seria possível para um homem gerar de outro homem e ninguém mais teria o privilégio do homem branco ocidental de Fodêlox.

Esta e outras histórias da ciência marxista constarão nos livros do MEC contra a vontade da delirante direita conservadora. Este país, finalmente está a salvo do mal graças aos heróis que entrarão para os anais da história do país: Leandro Kornão, Dejan, Pablo e demais ícones do pensamento contemporâneo.

Ouvi inclusive relatos que os gregos estão para abandonar Sócrates, Platão e Aristóteles para embarcar de uma vez na aventura contemporânea do suprassumo tupiniquim.

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