Smallville é um seriado da emissora americana The WB. Foi ao ar em outubro de 2001 e permaneceu na TV por 11 anos com 10 temporadas de 217 episódios e muito sucesso. A série começou na The WB e permaneceu na emissora por 6 anos, em seguida foi transferida para a The CW da mesma forma que Supernatural, onde durou mais 5 anos. Os showrunners foram Alfred Gough e Miles Millar e o tema é como Clark Kent chegou ao planeta Terra, foi educado, passou da adolescência para a fase adulta e se tornou o Superman. O Super Homem é personagem da DC Comics criado por Jerry Siegel e Joe Shuster na década de 1930.

No episódio piloto os personagens centrais são apresentados logo no início ainda na fase da infância e adolescência com alguns importantes traços de personalidade como a paciência de Clark e inúmeros easter eggs (dicas do que esperar). É recontada a chegada de Clark à Terra numa capsula, sua fraqueza com a kriptonita, sua super-força e a super-velocidade e até uma versão de como Lex Luthor perdeu seu cabelo. Um pouco de aventura com um vilão que usa a eletricidade.

O roteiro é veloz e tem ritmo, não deixa faltar qualquer informação e deixa claro que muita coisa vai ser esmiuçada durante todo arco narrativo, sobretudo o foco que é a juventude do herói, a jornada pela qual ele chegou a ser quem é. O papel do pai de Clark no roteiro, deixa muito claro que sua formação não será sobre o uso dos poderes apenas, que os poderes terão um papel secundário e que o foco será sua personalidade formada através de sólidos valores morais.

O elenco varia entre o bom e o ótimo sem alcançar a excelência. Os destaques são quatro: Tom Welling como Clark Kent que é fantástico. Kristin Kreuk como Lana Lang com olhar doce e uma meiguice que há muito não se via. Michael Rosenbaum como Lex Luthor numa respeitosa referência ao passado. John Schneider como Jonathan Kent que soube encarnar valores éticos logo no primeiro episódio. Não há deméritos neste time.

A trilha sonora é uma deliciosa condenação que tocará na sua cabeça para sempre: Save Me do Remy Zero. A fotografia é técnica e simplista, meramente informativa, mas caiu como uma luva para aumentar a proximidade entre a ficção e o real, tornando-se um elo que cria identidade e agrada. A edição é igualmente técnica sem grandes mágicas, mas com cortes precisos.

A direção demonstra logo de cara que trabalhará com o show transitando entre o comercial adolescente, o valor cultural histórico do personagem e o artístico inovador da ficção científica.

A série gerou spin-offs (seriados derivados) e uma literatura em seu entorno, foram duas séries de romances e outros HQ’s.

O piloto apresenta-se como uma surpreendente aventura e promete: não é à toa que ganhou gerações. Não é à toa que este episódio piloto quebrou todos os records de audiência da The WB com 8.4 milhões de expectadores e foi indicado à um sem número de prêmios.

Gostei, eu vou assistir.

Anúncios