Passadas as messes eleitorais, ei-los aí desesperados. Do véu palatino ao alvéolo esferográfico: a caneta à venda. Os festivais de Karnais e Villa’s, carnavais azedos – Azevedo’s!

Hip-lo! Brasil diacrono que cavalga as nuances do mercado ideológico!

Sabereis por hora, que jazem os órfãos deste balão de ensaio onde se agitam Marx e Locke: antropológico coletivo, insumo de arrabaldes, torcedores apaixonados de times abstratos – por todos os Césares! A fome é o critério do mestre, o medo a promessa do soldado e o voto produto do roubo.

Veja-nos agora, que acendem-se as luzes e entra o juiz, quanta morosidade! O homem da justiça é o astro baluarte! Que não se resolve é verdade, mas que de impasses a história se escreve.

O futuro chegou, mas chegou e se foi. Sopro quente, se evaporou. De volta em volta, Goulart está de volta e tudo é revolta. O amanhã é 64, que foi ontem um novembro de 35. Não há novidades.

Patéticos lobotomizados, mercados disputados, luta de cegos, carvoeiros espirituais e cavalheiros do jamais.

Se 2018 é novidade, este analógico relógio colonial vem contar suas fábulas, em curtos ciclos férteis de fábricas, que produzem idiotas das fábulas.

Fábulas de rábulas, mínguas de favas, que Cuba embalsamada reclama que de nada resulta.

No meio do conflito, ingênuo e infenso, impotente e pretenso, o pobre povo podado. Se de um lado é esquecido, é do outro enganado.

Clamores por compaixão não surgem debalde e nem abundantes, enquanto os vagantes se vingam da vã vileza ideológica: o Paraíso Comunista jamais deu uma pista e o triunfo liberal não foi muito leal. Se conserva país sem identidade, que não se conhece e nem tem idade.

Neste perpétuo abjeto se forma coliforme, decide no escuro e se acaba em murmúrio: desemprego pegou-te a pé!

Que se esquece de Cristo, só podia dar nisto.

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