Começo este texto incendiando ânimos e retroalimentando as chamas de um embate ideológico de bastidores e gabinetes com uma declaração violenta: SIM, vítimas da sociedade existem.

Por sociedade entende-se o coletivo abstrato sem rosto e sem nome, amputada de alma individual e dotada de existência midiática, definida pela então Rede Globo e Folha de São Paulo. Os alabardes canônicos da nova educação, a berrar as regras da nova moral dentro dos lares de Fabianos personagens de Graciliano Ramos, com Vidas Secas de filosofia e cultura. Estes últimos, pobres diabos nus, intelectualmente nus, cobertos pelo lençol da ignorância e pelo cobertor das mentiras que permeiam suas almas miseráveis através de antenas nos telhados.

Grita a uma só voz lares a dentro: Amor & Sexo! E suas respectivas apresentadoras são as profetas desta novilíngua moral, cuja ética consiste na quantidade dos elementos de um grupo. Ah! As minorias! Pois assassinos são minoria e portanto devem estar certos também.

Cidadão José, cidadã Maria, a levantar pelas manhãs de sol e chuva, preocupados com o sustento caro para forrar a mesa dos amados filhos, que não tem tempo, disposição e talento para aprender a estrutura de um argumento: proposições, nexo e conclusão, não são para eles.

Eis aí as vítimas da sociedade que se entende por 80% da audiência no horário nobre.

Se tudo que sabem é agora criminalizado, então emudecidos antes do embate, iniciam perdedores diante dos Neros da civilização contemporânea, a incendiar os mais pacíficos lares e esmagar as mais modestas consciências.

O pequeno Joãozinho, aos 9 anos, caminha com sua mochila pesada pelo escadão, sobe e desce ruas, pensando em ver seus amigos: outros Joãozinho’s iguais a ele. Na expectativa que mais um dia de aulas chatas que serão compensadas pela companhia de seus pares.

Dentro da sala de aula, um ditador se levanta e contata suas Erínias: chegou a hora de passar batom à força no pobre garoto que constrangido e abatido até o pó, humilhado e com lágrimas nos olhos, guardará o segredo até de seus pais.

Joãozinho é uma vítima da sociedade. Ele é vítima todos os dias.

Constrangidos diuturnamente, impotentes pais em disputa com o horário nobre, e naturalmente frágeis filhos nos colégios, são estuprados por esquerda que não os respeita, que folga com o aparato midiático e goza amparo no Congresso.

Um vitupério social saiu do BBB para se tornar um constante cuspe na face de seu José, dona Maria e Joãozinho.

As vítimas estão sangrando, caladas.

Óh pais de revolucionários! Abandonai o doce amor à estes que vos odeiam e que vos traíram! DESERDAI-OS!

Se Marx estava tão inquestionavelmente santo em suas certezas do paraíso comunista: que vivam conforme amaram. Segundo o mandamento do Manifesto Comunista que diz: abolir o direito de herança.

Que comecem por si e em si mesmos, a tão sonhada revolução!

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