O mundo pegando fogo e eu estudando física, mas explico abaixo.

O problema brasileiro passa pela fragilidade no segundo setor: a indústria. O Brasil não produz tecnologia. São 17 bilhões de reais em dívidas de patentes ao exterior e por qual motivo? As universidades brasileiras não formam cientistas, e sem cientistas, sem máquinas, e sem máquinas, sem indústria.

Se o dólar sobe, o primeiro setor comemora e o terceiro chora. Se desce, o quadro se inverte.

Estar refém do câmbio é o reflexo de não ter uma indústria.

O problema vai além: não é possível falar de economia e debater modelos econômicos como solução num país onde falta infraestrutura e segurança.

O sujeito planta trigo e seu produto não tem como chegar às metrópoles e nas poucas estradas encontra um fluxo constante de trânsito pesado, ainda não é raro ser roubado.

Tem sujeito debatendo se o mercado deve ser mais livre ou mais fechado, antes de resolver os problemas da infraestrutura e da segurança.

É como contratar músicos e passar anos debatendo se tocam samba ou rock, e depois de decidido descobrir que eles estão sem os instrumentos e que não podem tocar coisa alguma.

Liberaram o mercado! Legal, mas continuamos sem infraestrutura e segurança.

Fecharam o mercado! É uma pena, mas não havia infraestrutura e segurança da mesma forma.

O único caminho possível para sanar o problema brasileiro de imediato leva no mínimo 10 anos e trata-se de criar uma indústria nacional que garanta a soberania e simultaneamente rasgar o território com estradas e energia, e liberar o armamento para que os cidadãos possam defender-se, tanto a si quanto ao seu patrimônio.

O Brasil é o único país que tenta administrar o que não tem.

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