Me parece inevitável que, no sonho nefasto de dominação mundial, o socialismo absorvesse o liberalismo como fórmula econômica em nova roupagem.

O estado é dono de tudo, deste ponto em diante vocês trabalhem como quiserem, só que sem propriedade privada direta, mas apenas indireta, semi-privada e semi-estatal, no exato modelo de Hitler na Alemanha.

O comunismo se reinventa com a maior facilidade e pragmatismo, começou com uma intenção excessivamente formulada de revolução que só estancou graças à falta de talento em economia de Marx, que se baseou em mentiras e acabou desenhando seu mundo perfeito sobre as mesmas mentiras.

Foi a queda da União Soviética o marco para que entendessem que uma reformulação complexa seria necessária.

Eis aí o neoliberalismo.

Neoliberalismo nada tem a ver com direita, ou com liberalismo clássico, são regras de mercado ditadas por iluminados malucos que convocam presidentes e ditadores como quem chama empregadas para trazer-lhes café, pagam a conta e ainda lhes dão um tapa na bunda com sorriso maroto.

Fernando Henrique Cardoso é apenas um garoto de recados da Fundação Ford desde o exílio em sua adolescência, jamais deixou de sê-lo e não há qualquer indício de mudança.

O nome do Bolsonaro os assusta porque antes de qualquer coisa, necessitam da ilusão de que lidamos com uma direita e uma esquerda, representadas pelo Foro de São Paulo que se cristaliza na figura do PT e pelo Diálogo Interamericano que se apresenta na figura do PSDB.

Democracia é, neste caso, um termo vazio, uma piada de mau gosto. Nossas escolhas entre PT e PSDB resumem-se a uma disputa entre esquerda antiquada, leninista, que fala inclusive em revolução armada ainda [PT e seus miquinhos amestrados] e esquerda de vanguarda, uma que nasceu após Frankfurt e que ainda não foi completamente digerida pelos intelectos ocidentais [PSDB e seus tucanedos perfumados].

O vício dos termos, direita e esquerda, embora necessário, podem enganar aos mais qualificados analistas, que acreditarão tratarem-se de conceitos concretos, de somas de ideias imutáveis.

Basta observar em tempo real a linguística vocabular imposta, onde conservador significa fascista e enquanto lutamos contra o preconceito e a burrice da confusão conceitual, as duas esquerdas disputam o poder na unha.

Ainda, esta mentira imposta, de que conservador é fascista, não é por acaso, é uma mentira em duas camadas:

1) Evitar até que se pense acerca do termo.
2) Excluir do debate quaisquer propostas e indivíduos que se intitulem conservadores.

A prioridade segue precisamente esta ordem.

Os líderes não ligam para o que passa o povo venezuelano, cubano, ou norte coreano, matar em nome da causa é ainda uma atitude nobre do pensamento deles. Isto vale para ambas esquerdas.

A esquerda que combate o neoliberalismo é a que ainda acredita em Lenin, enquanto a que o prega é a que adotou a vanguarda de Frankfurt.

A cabeça da Hydra, não são ainda os globalistas da NOM [Nova Ordem Mundial], que já estão também expostos, é uma organização chamada SVR, a nova KGB. Prestem atenção.

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