Um conselho: SAIAM da bolha.

O barulho que a esquerda fez nas favelas do RJ tem um significado que, apenas quem observou tudo calado pode perceber.

Prestem MUITA atenção nisto.

O que realmente está acontecendo no RJ, da intervenção até a morte da vereadora do PSol?

As eleições se aproximam.

A esquerda não tem candidatos definidos ainda.

É ano de Copa do Mundo e o futebol que antes servia para desviar a atenção da política, agora serve para atrapalhar uma disputa eleitoral caótica. Ou seja, o tempo da esquerda para agir foi dramaticamente reduzido.

Bolsonaro conquistou o Brasil prometendo segurança pública, honestidade e transparência.

A esquerda não pode oferecer isto.

A esquerda ortodoxa está mais queimada que rosca LGBT.
A esquerda fabiana está desacreditada.

Temer, politicamente neutro em relação a corrida eleitoral até então, percebeu a lacuna e resolveu agir: botou o dedo na ferida que Bolsonaro estava prometendo tratar. Ele viu na intervenção do RJ a chance de se mostrar tão empenhado em segurança pública quanto Jair, fazer o serviço que o PT e o PSDB se negaram a fazer e colocar ordem no caos. Não por se preocupar com os cidadãos do estado que sofre com o crime, nem com o morador da favela que se vê diante de fuzis e granadas, angustiado em criar seus filhos e manter sua família numa terra sem lei todos os dias.

O que Michel Temer viu foi apenas um colégio eleitoral a ser conquistado: o RJ. Viu e investiu. Se o resultado for favorável à opinião pública, ele sai candidato já com capital eleitoral, do contrário se mantém em silêncio e o episódio cai no esquecimento. É ano de Copa do Mundo não?! Cedo este país vai vibrar pela seleção numa ânsia terrível de vingar o 7 x 1 que jamais foi engolido.

Acontece que para fazer isto, o presidente teve que romper com o Diálogo Interamericano e devolver o prestígio dos militares, junto com sua participação ativa na política.

O Foro de São Paulo já havia desrespeitado o tão negado Pacto de Princeton com os mandatos consecutivos do PT, acreditando que chegara a hora de tomar o país e torná-lo comunista de uma vez por todas: isto não é segredo, o “Caderno de Teses do PT” e os planos do Foro são públicos.

Acontece que a decisão de Temer feriu também o Foro de São Paulo.

O Ministro da Defesa petista caiu, deu lugar para um militar e foi parar num novo Ministério muito a contragosto: o Foro perdeu o poder sobre as FFAA.

Para tocar na ferida da segurança pública, Temer autorizou a intervenção militar no RJ, cuja situação ultrapassara todos os limites aceitáveis.

A esquerda entrou em pânico, eles precisavam fazer algo para não perder sua voz.

Entendam: é necessário que exista uma situação muito ruim, para justificar que estão “ao lado dos pobres”, é o cimento da luta de classes marxista. No caso do Brasil, eles criaram o problema para vender a solução. O RJ é exatamente isto.

O que fazer então?

Criar um mártir: a vereadora.

A vereadora assassinada não é uma vítima da violência urbana, é uma peça num tabuleiro de xadrez macro-politico que envolve as eleições 2018 e a América Latina inteira, do México ao sul da Argentina.

Desmoralizando os militares e a intervenção, atingem Bolsonaro e todo resto dos militares.

Foi uma jogada que custou caro para a ativista da esquerda mas foi inteligente e pode mudar o rumo das eleições.

Não obstante, tal estratagema não pode ter sido elaborado no Brasil, não há inteligências aqui dentro capazes disto.

Uma ideia com esta complexidade é coisa de comunistas de 3 décadas atrás.

A minha visão é que a morte da vereadora foi encomendada desde o exterior.

Observem o que está acontecendo ao redor: ficar preso em uma bolha ideológica nos cega, nos faz pensar tudo em termos de ideologia e articular todos os raciocínios como quem defende seus valores.

Este incidente não é sobre defender pautas da direita ou demonstrar como a direita pensa e elaborar juízos de valor: é sobre poder. Não se trata de julgar a conduta da vereadora, se ela foi vítima das próprias escolhas, ou se a segurança pública está um caos.

De Celso Daniel a Marielle, passando por Toninho de Campinas e Eduardo Campos: não caiam no engodo, olhem o quadro todo.

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