Após a unificação das polícias (que avisei com um ano e meio de antecedência), o próximo passo é a “democratização da mídia“, que começa pelos fact-checkers.

O argumento da esquerda é que o povo é representado pelo estado e portanto se algo está no domínio do estado, é portanto do povo. Democracia para eles, é o que está no estado, dado que o estado é governado aparentemente pela seleção através do voto.

Sabemos que isto não se sustenta na primeira visita a um hospital público, observando a situação precária que os policiais enfrentam no dia a dia, no todo da rede de ensino pública que coloca nossos alunos nas últimas posições dos rankings da educação mundial, na ausência do estado principalmente para os mais pobres quando se trata de saneamento básico, entre outras notoriedades que nos golpeiam o coração todos os dias.

Se o estado representa o povo realmente, então ele não se importa nem um pouco com o povo.

O professor Paulo Resende da Fundação Dom Cabral, afirmou que de 1.7 milhão de quilômetros de rodovias brasileiras, apenas 14% são asfaltadas e apresentou índices constrangedores acerca da situação da infraestrutura do Brasil. Terríveis de serem lidos por qualquer eleitor, seja do PSDB ou do PT, pois tais índices demonstram que não apenas não houve investimento suficiente, como houve pelo contrário, um desprezo completo nas gestões tanto dos tucanos quanto dos petistas. E é este pessoal que afirma que, se está nas mãos do estado, então é do povo. Lembrando que sem infraestrutura (entenda-se estradas, portos, ferrovias, aeroportos e etc), não há circulação de mercadorias e logo, pouco importa se há mais estado ou menos estado, mais imposto ou menos imposto, que a mercadoria não chegará ao terceiro setor (comércio) de qualquer forma. Isto não me parece “preocupar-se com o povo” e muito menos “representar o povo“, pelo contrário, é cinismo sórdido.

A pauta da “democratização da mídia” é tão urgente para a esquerda que, diferente do esperado, começaram pelas mídias independentes, como blogs e sites diversos na internet, deixando para o segundo momento a grande mídia, o mainstream. É evidente que trata-se de censura, pura e simples: os fact-checkers (checadores de notícias) apresentam-se como os paladinos do combate contra as “fake news” (notícias falsas), transmitindo a ideia de que monitorarão as mídias, partindo de denúncias dos internautas, seguindo apenas um código ético simples, no qual considera-se que os blogs e sites estão falando verdades ou mentiras.

Engodo. Nada mais que engodo sarcástico.

São bastiões da moral marxista, movidos como já expliquei pelo financiamento de nomes como George Soros, globalista consagrado da esquerda norte americana.

A checagem de fatos será feita por quem? Pela própria esquerda.

O real intuito é sorrateiro: impor seus termos linguísticos. Não se poderá falar por exemplo em “terrorismo islâmico“, mas em acontecimentos abstratos como “caminhão mata pessoas” (como se caminhões tivessem vida própria e saíssem das garagens num dia de fúria procurando vítimas).

A “checagem de fatos“, não admitirá outra língua senão a da esquerda.

É a democracia na qual apenas um dos lados tem voz e outro tem que se calar.

Não será mentira pela consistência dos fatos, mas pela forma como são pronunciados.

Apenas um louco comemora a prisão de Lula como um marco para o fim da esquerda na América Latina. O Foro de São Paulo continua avançando com ou sem Lula e o Diálogo Interamericano pagando a conta e impondo seus interesses por outro lado.

Ives Gandra explica ao Jo Soares o plano da esquerda

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