Semana passada publiquei a crítica do episódio piloto de The Walking Dead, integrando meu estudo sobre a origem e o desenvolvimento do fenômeno zumbi que ganhou o mundo nas últimas duas décadas. Conforme tenho dito tudo começou com a literatura de Richard Matheson, o livro “I Am Legend” de 1954, que 10 anos depois foi adaptado para o cinema pela primeira vez e se desenvolveu rendendo mais três adaptações até 2007:  The Last Man on Earth (Mortos que Matam – 1964)The Omega Man (A Última Esperança da Terra – 1971)I Am Omega (A Batalha dos Mortos – 2007) e I Am Legend (Eu Sou a Lenda – 2007). Após o lançamento do primeiro filme, na década de 60, George Romero embarcou na onda e explorou a ideia exaustivamente, rendendo uma torrente de filmes sobre apocalipse zumbi que marcaram a época.

É importante ressaltar que The Walking Dead foi ao ar em 2010, 3 anos após “Eu Sou a Lenda” (2007). Se por um lado o seriado de certa forma pega carona na quarta adaptação da obra de Richard Matheson para o cinema, por outro lado não é isto: o seriado possui um caráter de síntese cultural dos últimos 50 anos, pois, Robert Kirkman publicou o HQ de The Walking Dead em 2003 e nele a estória já estava sendo contada com outra inspiração, a de um mundo que se acabou e no qual um pequeno grupo luta pela sobrevivência. No HQ de Kirkman já não se fala dos motivos do evento que mudou o mundo fazendo os mortos caminharem sobre a terra famintos, mas do homem no novo cenário proposto, caótico, anárquico e selvagem.

A obra de Richard Matheson é tese, as propostas de George Romero são antítese e as de Robert Kirkman a síntese, Kirkman é o fim deste exercício dialético, que gera no final das contas uma nova tese para o próximo século inteiro discutir.

Do ponto de vista social, Rick Grimes é um policial e como líder representa na simbologia da polícia a ordem, como primeira instituição da civilização. Grimes é o forte e sábio, é Zeus resolvendo uma titonomaquia contínua.

Logo no segundo episódio o grupo começa a conhecer o recém chegado Grimes e apresenta algumas características sócio-político-culturais, tratando temas como racismo, sexismo e drogas, e expondo as regras de formação da sociedade no novo cenário apresentado sem no entanto optar por um lado político e na verdade comparando as pautas com a realidade proposta, sem idealismos.

Da complexidade dos personagens na primeira temporada, todos valem a pena serem vistos de perto, pois todos possuem no decorrer do tempo uma forte curva dramática.

Rick Grimes (Andrew Lincoln) é o líder, um policial, ex-assistente de xerife, que após ser baleado e passar por um coma de aproximadamente um mês, desperta num dia no meio do apocalipse zumbi e ainda com o corpo quebrantado precisa se adaptar muito rapidamente à nova realidade.

Morgan Jones (Lennie James) e seu filho Duane Jones (Adrian Kali Turner) são apresentados como uma prévia do que Rick deverá esperar do novo mundo, são eles que introduzem o herói no cenário, explicam-lhe o que está acontecendo e como se preparar para o que vem pela frente. Duane é uma criança que sobrevive com seu pai, tem muito medo e está atônito tanto pelos perigos de forma geral quanto pela perda recente da mãe, Jenny Jones (Keisha Tillis) que fora mordida, transformara-se em zumbi e perambula pela vizinhança. Morgan precisa proteger o filho, mas está profundamente abalado e não sente-se capaz de efetuar o tiro de misericórdia que libertará Jenny de sua condição de morta-viva, caminhando em decomposição. É um doloroso núcleo familiar desfeito que, de forma geral configura o prelúdio da temática.

Glenn Rhee (Steven Yeun) é o terceiro personagem a surgir. De origem oriental, o coreano é um ex-entregador de pizzas, inteligente e jovem, ágil e experiente com zumbis. É quem ajuda Rick e o integra com a equipe. Prudente e de raciocínio muito rápido, apesar de sua inocência e ingenuidade quando se trata de relacionamentos, Glenn faz toda diferença.

Andrea (Laurie Holden) é a mulher forte, instruída, com formação acadêmica, decidida e aguerrida. Não é ingênua e está sempre disposta a agir. Dispõe-se a cuidar da irmã Amy, que é 12 anos mais nova e ambas estão afetadas de formas diferentes pelo inexplicável evento que acabou com o mundo. Andrea encarna o ícone da mulher da década de 2010, mas está longe de ser um estereótipo.

Theodore Douglas “T-Dog” (IronE Singleton) é um jovem negro, responsável, sensível e forte. Surge logo no segundo episódio. Não há informações sobre sua família ou ocupação antes do apocalipse, mas sabe-se que é cristão. Seu forte senso de responsabilidade é o que por vezes impulsiona o grupo em momentos difíceis.

Amy (Emma Bell) é a frágil irmã de Andrea, foi educada para ser uma boa moça e boa esposa, do lar. Sua fragilidade e recusa em defender-se em algum momento lhe custam muito caro.

Dale Horvath (Jeffrey DeMunn) é apresentado como a voz da experiência em problemas emocionais, é o “avô” do grupo. Ele tem uma história de família dolorosa, perdeu a esposa para o câncer e vê o grupo como uma espécie de família-sociedade. É a voz da razão e da compaixão, mas invulnerável à malícia. Ele pensa e sente por todos, com uma mentalidade que abarca todas as demais partindo de valores comuns a todos, é o mais capacitado a se colocar na pele do outro e imaginar o impacto que as notícias terão em cada um de acordo com as suas personalidades.

Merle Dixon (Michael Rooker) é um caipira proto-nazista, um racista preconceituoso e drogado que surge no segundo episódio. Irmão mais velho de Daryl Dixon. O sujeito consegue despertar o desprezo de todos por onde passa, mas é durão o suficiente para se mutilar numa situação de risco.

Shane Walsh (Jon Bernthal) é um tipo autoritário e egoísta, corajoso mas algumas vezes meio covarde. É a antítese de Rick, é o anti-herói. Foi o segundo personagem a aparecer logo no primeiro episódio, amigo de Grimes antes mesmo do apocalipse começar é quem o salva. Entre os traços de sua personalidade se encontra o jeito cafajeste com as mulheres, que embora machista, sempre lhe rende bons resultados, inclusive com a mulher de um certo amigo.

Daryl Dixon (Norman Reedus) é um caipira simplório de personalidade fortíssima que conquistou o público definitivamente. Surge no terceiro episódio, quando precisam dar-lhe uma notícia difícil sobre seu irmão. É um caçador nato, sabe tudo sobre a mata e seus perigos, tem habilidade com a besta. Por baixo daquela fortaleza toda, reside um coração bom e justo, livre de vaidades.

Ed Peletier (Adam Minarovich) é um tipo folgado, parece traumatizado com tudo que está acontecendo (de fato todos estão na mesma situação, uns mais e outros menos), um machista mimado do tipo mais nojento, o sujeito bate na mulher e segundo sugerido abusa sexualmente da filha, Sophia Peletier.

Sophia Peletier (Madison Lintz) é a filha de Carol e Ed Peletier, uma inocente e doce garotinha, que sofre em meio ao caos, com um pai abusador, uma mãe fraca, um grupo de desconhecidos com poucas crianças, pessoas apavoradas, algumas inclusive violentas, e é claro, os zumbis atacando a qualquer momento.

Carol Peletier (Melissa McBride) é a mãe de Sophia e esposa de Ed Peletier. Uma mulher oprimida por um casamento absurdo, que sofre com violência verbal e física que se revela inclusive em público. Carol é uma das mulheres mais fracas da primeira temporada. Com todos estes problemas, ainda convive com o apocalipse zumbi, fazendo o que pode para garantir a segurança da pequena Sophia. É uma mulher de caráter, mas também uma vítima das circunstâncias.

Jim (Andrew Rothenberg) é um sujeito calado, misterioso e sério. Não se sabe muito sobre sua origem, ocupação ou família, exceto que é transtornado mentalmente por ter abandonado sua esposa e filhos para serem devorados por zumbis enquanto ele fugia. É um fraco e egoísta, que embora envergonhe-se demais pelo que fez e confesse seus erros, está longe de ser um homem honrado.

Lori Grimes (Sarah Wayne Callies) é a esposa de Rick e a mãe de Carl. É uma boa mulher, mas que acreditou que o marido houvesse morrido e acabou se envolvendo com outra pessoa. O casamento não ia bem antes da epidemia que atingiu o mundo, se por um lado ela parecia aliviada com o relacionamento que, aparentemente, tornara-se um fardo regido pelo senso de dever, pelo outro lado o bom senso a faz voltar para o lado do marido, que se mostra o mais qualificado para lidar com a situação, inspirando todo o grupo.

Carl Grimes (Chandler Riggs) é a principal criança do grupo. Filho de Rick e Lori, ele confia no pai e o ama de forma que nem os zumbis o assustam. As confusões entre os pais lhe passam praticamente despercebidas, é um garoto calado e inteligente.

A família Morales é composta pelo pai, Morales (Juan Pareja), pela mãe, Miranda (Viviana Chavez-Vega) e os pequeninos Eliza (Maddie Lomax) e Louis (Noah Lomax). São de origem hispânica (o sobrenome já indica), eles não tem a princípio uma grande relevância senão a de compor o grupo, dando mais corpo à uma sociedade que surge. São pessoas decentes, mas personagens apagados.

Jacqui (Jeryl Prescott Sales) é uma ex-profissional do ramo da geologia, de personalidade forte e doce, ela se impõe quando preciso, é divertida em outros momentos, mas está cansada de ver o que o mundo se tornou.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Entre Rick e Shane há uma disputa territorial implícita de dois machos alpha em um território.

A liderança de Rick Grimes começa com a seriedade e tem como fios condutores a força e a coragem. Sua seriedade é uma virtude dosada pela justiça desde o primeiro momento.

Os zumbis, propriamente ditos são o resultado de um vírus e a aparição do personagem Dr. Edwin Jenner (Noah Emmerich) lembra em muito a proposta de Richard Matheson, numa versão diametralmente oposta: um desesperado derrotado. Olhando por este lado a trama sugere que a narrativa trate-se da ótica dos sobreviventes, da mesma obra de Matheson original.

As semelhanças físicas entre Rick Grimes (The Walking Dead) e Robert Neville (I Am Legend) provavelmente não são coincidentes, Robert Kirkman deve ter escolhido os fenótipos em respeito ao herói da obra literária que deu origem ao fenômeno mundial zumbi.

Kirkman já diversas vezes confessou seu respeito por autores e obras anteriores à obra dele, homenageando-os com cenas alusórias.

A coisa fica praticamente indiscernível no encerramento da primeira temporada (6º episódio) com o surgimento do Dr. Edwin Jenner, que novamente, possui o mesmo fenótipo de Robert Neville, mas que além da aparência é igualmente o cientista que explica a praga e tenta resolvê-la. Não apenas a aparência e atuação são as mesmas, como o fim de ambos é muito semelhante. Na adaptação para o cinema de 1971 (The Omega Man), Charlton Heston era também idêntico ao descrito por Matheson no livro e o mesmo sucede na quarta filmagem, de 2007 (I Am Omega), com Mark Dacascos que também respeitou o fenótipo da obra literária.

Questões filosóficas

  • 1º episódio: a brevidade da vida e o valor da família.
  • 2º episódio: os limites de uma punição, mesmo para os piores tipos de personalidade e as regras de propriedade no novo cenário social.
  • 3º episódio: o peso da responsabilidade.
  • 4º episódio: o que é autoridade e a sobrevivência do mais apto.
  • 5º episódio: a aplicação da lei quando se é o culpado, o valor do funeral e o respeito ao luto, e o limite da responsabilidade do indivíduo na questão da eutanásia.
  • 6º episódio: as implicações morais do suicídio.
  • Recorrentes: o valor da família é a questão mais recorrente, são as pessoas que compartilham tudo conosco, com quem nos importamos primeiro e muitas vezes as colocamos acima de nós mesmos. É a questão Morgan com Duane e Jenny, Rick com Lori e Carl, Daryl com Merle, Andrea com Amy, Carol com Ed e Sophia e até de Jim com suas memórias de esposa e dois filhos.
  • Os zumbis: os zumbis representam o homem que se deixou dominar pelos apetites do corpo, ele já não pensa, apenas sacia-se. Da perspetiva econômica é o consumidor irrefreado, mas da perspectiva política é o membro de algum coletivo que busca seus objetivos cegamente.

Questões políticas

The Walking Dead possui, logo na primeira temporada abordagens inegavelmente esquerdistas, mas todo choro revolucionário é curado por soluções direitistas.

O descontentamento com a sociedade ou a revolta contra a realidade, comuns à esquerda política, elementos fundamentais da mentalidade revolucionária, se manifestam de forma justificável no cenário proposto, uma vez que a lei não existe mais, da civilização só resta memória e o que há de sociedade, é o que brotar do anarquismo vigente, ao passo que por realidade entende-se perigo de vida constante.

Primeiro episódio

O primeiro episódio é apenas uma apresentação do cenário e do personagem principal, uma introdução.

Segundo episódio

No segundo já surge o personagem Merle Dixon que é notoriamente racista. Apesar da afronta de seu desafeto T-Dog (Theodore Douglas), o rapaz negro que corajosamente não se deixa intimidar, Merle o surpreende com violência e o humilha. A revolta do rapaz, perfeitamente justificável, não é solucionada por sua disposição e atitude combativa, mas pela intervenção de Rick, que abate Merle em combate físico e o algema. Rick é o policial, a figura da ordem e o símbolo da garantia militar. Se ele não tivesse agido, provavelmente o problema não teria sido resolvido.

Ainda no segundo episódio, o mesmo Merle se droga, colocando em risco a si e ao grupo todo, quando em estado alterado de consciência sai de controle e começa a chamar a atenção dos zumbis. Quando é derrotado por Rick, o grupo todo diz ao drogado que não deveria fazê-lo, alegando o problema que causa a todos. A reação de Merle é rir, ele despreza o grupo e pouco se importa com sua própria vida ou com as vidas dos demais. O discurso novamente, para este mesmo personagem nada resolve. Rick mete-lhe a mão no bolso, subtrai-lhe as drogas e joga-as fora, impondo-se como autoridade policial que representa.

Em ambas as situações, o racismo e o problema com as drogas não teriam sido solucionados pela proposta revolucionária de revoltas com discursos e violência gratuita, mas a solução sim veio pelo meio da autoridade constituída pela figura da polícia, que colocou ordem nas questões.

Terceiro episódio

O caso do marido da Carol (Ed), este sim um machista na conotação feminista do termo, que lhe batia simplesmente por ser homem, era um problema constante e aparentemente insolúvel.

Enquanto as mulheres do grupo reclamavam da distribuição do trabalho com discursos inconfundivelmente feministas, que nada resolviam, num belo momento o Shane cobre o sujeito de porrada num papo de homem pra homem, manda-o tratar com respeito a família e ponto final.

Se o policial Shane não tivesse arrebentado o sujeito (uma solução mais à direita), Carol teria não teria solução, apenas mais reclamações num grupo de mulheres totalmente impossibilitado. Seria o equivalente aos textões contra estupro.

Quarto episódio

Sobreviventes mexicanos apresentam-se como uma gangue e sequestram Glenn. Rick, Daryl e T-Dog os procuram em busca de uma solução. A gangue apresenta-se fortemente armada, numerosa e disposta à violência, mas propõe um acordo.

Rick não cede aos termos e tudo no momento converge para uma matança sangrenta de ambos os lados. Uma senhora idosa surge e revela o que está realmente acontecendo. Ela reconhece Grimes como policial e respeita sua autoridade. É o respeito dela à autoridade simbólica dele que dá o primeiro passo em direção à solução.

Um revolucionário permaneceria chamando o policial de fascista e o afrontando, mas uma senhora de aspecto conservador apazígua a situação, trazendo a questão à luz.

Quinto episódio

A pseudo-eutanásia de Jim. O personagem é mordido por um zumbi e tenta esconder do grupo. Quando descobrem, com todos assustados pelos recentes ataques ao acampamento, acabam por dividirem-se com opiniões e considerações diferentes. Um lado quer matá-lo para evitar mais mortes, o que até certo ponto é justificável. Outros não tem ideia do que fazer, mas acreditam que matá-lo é errado. Embora o grupo comece neste momento a perceber a necessidade de respeito mútuo e a abandonar a postura de que a força resolve tudo, dando episodicamente os primeiros sinais da concisão que torna possível a formação de uma sociedade, isto ainda não responde a questão.

As constantes decisões responsáveis e ponderadas de Rick começam neste momento a defini-lo oficialmente como líder do grupo. Ele ouve todos, opina, mas a última palavra, como síntese do todo parte dele. É a polícia como primeira instituição social, simbolicamente instruída mais um vez sem qualquer re-significação.

Rick procura o consenso e em sua voz optam por após um criterioso embora rápido debate, que tal decisão é de responsabilidade inteira do indivíduo. Por outro lado surge também a ilegitimidade do que Jim pensa, pois seu estado de consciência está alterado e suas palavras podem não ser a expressão real do que deseja, mas a voz do desespero de quem não vê fim para o sofrimento.

Não se trata literalmente de eutanásia no caso de Jim, pois eutanásia é quando alguém pede para que um terceiro lhe tire a vida, o que ocorre neste caso é que Jim morrerá de uma forma ou de outra e a questão é se buscarão ajuda no CCD (Centro de Controle de Doenças) como última esperança, ou se por segurança o matarão.

A solução encontrada pelo grupo agora liderado pelo policial Grimes é que o manterão vivo e buscarão ajuda. Embora, no decorrer a fragilidade do personagem o conduza a um fim trágico, mesmo assim ninguém aplica uma “eutanásia“.

Sexto episódio

Neste episódio o seriado trata da perda total das esperanças de um homem e seu efeito em sua alma, da constante desesperança que transforma a vida num fardo a ser carregado, à aceitação do suicídio como melhor medida.

O Dr. Edwin Jenner toma esta decisão, mas para ele parece justo levar todo grupo consigo. A despeito de como todos se comportam, com escândalos e surtos de raiva que explodem em violência verbal e física, a solução mais uma vez vem de Grimes que o desmascara observando a sequência de seus atos e discursos, demonstra a todos que ele não diz a verdade e mediante este simulacro de investigação policial, o doutor Jenner opta por dar uma chance ao grupo para sobreviver.

Novamente, contra as absurdas tendências revolucionárias de revolta contra a realidade que muitas vezes conduzem ao sofrimento, a voz da razão fala mais alto: desta vez o idoso Dale conversa com Andrea que adotou a ideia de Jenner e a lembra de sua responsabilidade com o semelhante. Ele demonstra que a revolta contra a realidade não a isenta de culpa pelos seus atos e que se ela quer suicidar-se que considere o que está fazendo aos outros.

A solução contra o grito revolucionário contra a realidade, vem da voz da razão que conserva o discernimento e desperta quem pode ainda salvar-se mentalmente, mesmo no caos mais profundo.

Conclusão

Kirkman tem uma abordagem rica, tanto sócio-política quanto real e esta provavelmente é a chave do sucesso mundial do seriado.

Os demais aspectos da primeira temporada de The Walking Dead já abordei na crítica do episódio piloto e continuaram com a mesma qualidade: fotografia, trilha sonora, edição, figurino e atuação do elenco.

O seriado promete muito drama e suspense e é o que entrega, a primeira temporada é no mínimo nota 10,0 e pelo valor de fenômeno cultural, assisti-lo é quase uma obrigação.

Anúncios