O princípio da expansão que chamam “imperialismo”, por vezes cultural, por vezes territorial, e até por sujeição econômica, é, para quem leu A República de Platão, uma questão antes de vício humano, para depois, ser consequência social em qualquer aspecto.
 
Como exemplo, Roma, que no início era pequenina, estava cercada de inimigos e disputava uma posição estratégica na península itálica que todos queriam a ferro e fogo.
 
Os romanos primeiro precisaram de uma catarse, um choque de realidade, uma purificação espiritual, um despertar, que os fez fortes, mesmo enquanto menos numerosos: ou lutavam para sobreviver, ou morriam e fim de papo.
 
Assim, se esforçaram lutando, venceram entenderam que a segurança do território vinha primeiro de seus exércitos, abandonaram as ilusões de vez e nos séculos seguintes partiram para expansão, derrotando reinos improváveis como Cartago e absorvendo culturas inteiras, como o caso dos gregos.
 
Se o maior império que o mundo conheceu foi assim, não é por acaso, nem fenômeno social espontâneo e imprevisível. Isto acontece, antes, na alma do homem. E não só no homem.
 
A estrutura social dos lobos por exemplo, segue a risca este modelo: o filhote mais fraco da alcateia, classificado biologicamente como ômega, é abandonado nas piores condições possíveis. Ele deve lutar para sobreviver, aprender a se defender, a não depender de ninguém, a perder a dó de matar quando necessário, enfim, tornar-se por si só um alpha.
 
Feito isto ele busca alguma alcateia, escolhe uma fêmea, disputa com outro macho, o mata, e leva a fêmea com quem faz filhotes, atrai outros lobos e cria sua própria alcateia.
 
Com o homem, algo semelhante se passa: aqueles que desde cedo aprendem a usar suas armas, seja a sensualidade feminina ou a agressividade masculina, e abandona os escrúpulos infantis, substituindo-os pela responsabilidade da maturidade, tornam-se, cedo ou tarde, líderes e não contentam-se com pouco espaço, expandindo seus domínios até onde alcançam.
 
É natural que um talentoso Steve Jobs por exemplo, busque o cliente Microsoft e nada há de errado com isto.
 
A luta contra o “imperialismo” é retórica fascista adotada pela esquerda: os países pobres contra os países ricos, uma luta marxista vista do ângulo das nações, ao invés do ângulo operário versus patronato.
 
Sem demagogia: a realidade é que a natureza humana e até de outros animais é expansiva, e que luta pela soberania é um dever de sobrevivência e não um motivo para menosprezar-se.
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